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Biobateria (esquerda) implantada dentro da veia do rato |
Não é mais uma história de Super-Mouse. Os
alunos de Pós-Graduação Rodrigo Iost, Marccus Martins e Fernanda Ferreira do
Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces (IQSC-USP) criaram uma biobateria (Biocélula
a Combustível) capaz de gerar 100 microwatts de potência dentro da veia de um
rato. O combustível para a biocélula é a glicose, que está presente no sangue
do animal. A biobateria apresenta o novo recorde, dentre as apresentadas na literatura científica internacional. O motivo do sucesso desse novo dispositivo, que converte energia química em energia elétrica, está na maneira como as enzimas (catalisadores biológicos) estão presas em um dos polos da biobaterias. Para isso, os pesquisadores utilizaram nanopartículas e uma molécula conhecida
como vermelho neutro. Essa molécula já era conhecida por suas propriedades de corante
e pela sua aplicação em reações de polimerização. Esse trabalho é desenvolvido
em colaboração com a bióloga, Profa. Dra. Maria Camila Almeida, especialista em
cirurgias. Os pesquisadores acabaram de submeter o trabalho para publicação. Segundo um dos autores do trabalho, o Doutorando Rodrigo
Iost, biocélulas a combustíveis são dispositivos bioeletroquímicos que
convertem energia química em energia elétrica, onde enzimas e/ou
microorganismos são utilizados em bioânodos e biocátodos, catalisando a
oxidação de combustíveis (ex. glicose) e a redução de agentes oxidantes (ex.
O2), respectivamente. Ele ainda acrescenta: "A literatura aponta para que as
biocélulas enzimáticas sejam aplicadas como biobaterias implantáveis, ou melhor, um conversor de energia para marca-passos, bombas de
insulina, implantes neurais, bioestimuladores elétricos e liberação controlada
de fármacos. Em teoria, BCs de
glicose/O2 implantáveis são termodinamicamente atraentes, uma vez que podem
gerar uma diferença de potencial maior que 1,0V, além de que tanto a glicose
quanto o oxigênio molecular estão disponíveis em muitas regiões do organismo
humano. Por outro lado, as atuais biocélulas enzimáticas apresentam baixa
constante cinética de transferência de carga entre as enzimas e os eletrodos,
baixa densidade potencia e baixa estabilidade enzimática, o que limita a
aplicação. Os desafios para melhorar essas propriedades têm sido o estado-da-arte
no desenvolvimento de biocélulas, além da busca de novos procedimentos de
micromanipulação para miniaturização dos biodispositivos para implantes in
vivo. Esse é um dos focos do projeto de
doutorado que desenvolvo, visando o estudo e o desenvolvimento de biocélulas de
glicose/O2 miniaturizadas."
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