quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Grupo de Bioeletroquímica Participa da II - Conferência USP de Nanotecnologia 2012
II - Conferência USP de Nanotecnologia 2012
Grupo de Bioeletroquímica marcando presença no encontro. |
De 6 a 9 de dezembro de 2012 foi realizada a Segunda Conferência USP de Nanotecnologia, no Hotel Broa Golf Resort, próximo de São Carlos. A conferência contou com pesquisadores de grande prestígio internacional, tanto brasileiros como estrangeiros, com contribuições importantes em nanociência e nanotecnologia. Além das palestras específicas sobre o tema, houve discussão acerca de políticas científicas, e sessões de pôsteres com prêmios de US$ 6.000,00, patrocinados por três revistas da American Chemical Society, cujos editores-chefes estavam presentes.
A Universidade de São Paulo está promovendo a partir de 2012, um ciclo anual de Conferências USP, cobrindo dez diferentes áreas do conhecimento, consideradas estratégicas para a sociedade e para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Uma dessas áreas compreende as Nanociências e a Nanotecnologia, que além de estarem na fronteira do conhecimento, são portadoras do futuro pela capacidade de revolucionar todos os setores da sociedade moderna, incluindo os meios de produção de bens, produtos e serviços. De fato, a possibilidade de manipulação controlada da matéria na escala manométrica (tipicamente de 1 a 100 nm) está permitindo gerar novos materiais com propriedades e aplicações inigualáveis, sem paralelo com os materiais micro ou macroscópicos. Assim, produtos mais leves, mais resistentes química, mecânica e termicamente, com novas funcionalidades, além de uma ampla variedade de dispositivos funcionais, já estão invadindo o mercado. O país precisa estar preparado para se inserir nesse novo contexto!
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
"Ciência e Tecnologia de Materiais Orgânicos e Híbridos" é tema de discussão entre pesquisadores.
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A bela cidade de Presidente Prudente será palco do evento. |
O II workshop em Ciência e Tecnologia de Materiais Orgânicos e Híbridos é um evento que tem como objetivo principal promover a troca de experiências entre pesquisadores de diferentes áreas, divulgando o desenvolvimento de Materiais de Interesses Tecnológicos. A ideia do evento é reunir pesquisadores e estudantes de graduação e de pós-graduação em nível de mestrado, doutorado e pós-doutorado, que trabalham no campo de Ciência dos Materiais.
Segundo o Professor Doutor Aldo Job, um dos organizadores e idealizador do evento, as redes de pesquisa brasileiras como Nanobiotecnologia” (nBioNet e Nanobiomed) – CAPES, Instituo Nacional de Eletrônica Orgânico (INEO) –CNPq, o Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Materiais (POSMAT) – UNESP, FAPESP, as empresas Netzsch, Bruker e SPLabor estão intimamente envolvidas com este evento.
Segundo o Professor Doutor Aldo Job, um dos organizadores e idealizador do evento, as redes de pesquisa brasileiras como Nanobiotecnologia” (nBioNet e Nanobiomed) – CAPES, Instituo Nacional de Eletrônica Orgânico (INEO) –CNPq, o Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Materiais (POSMAT) – UNESP, FAPESP, as empresas Netzsch, Bruker e SPLabor estão intimamente envolvidas com este evento.
As conferências têm como
denominador comum considerações sobre materiais de interesse tecnológico. O evento será concluído com uma mesa redonda onde serão discutidos desafios relacionados à pós-graduação. O Workshop sobre "Materiais
de Interesse Tecnológico" vai ser realizado no Aruá Hotel em Presidente Prudente, SP, e é organizado pelo Departamento de Física, Química e Biologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP.
Para acessar o site do evento, click aqui.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Bio-baterias Implantáveis é tema de entrevista no Ciência Web
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Prof. Crespilho falando sobre Bioeletroquímica e biobaterias |
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Trabalho em Biocélulas a Combustível Implantáveis ganha mais um prêmio
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Fernanda e o orientador Frank Crespilho durante a entrega do certificado de melhor poster na SBPMat |
Trabalho em Biocélulas a Combustível Implantáveis ganhou mais
um prêmio, desta vez, no XI Encontro da SBPMat. Para saber detalhes
sobre Biocélulas Implantáveis, que foi tema de uma recente matéria divulgada em
nosso Blog, é só clicar aqui. Os resultados desta pesquisa foi apresentado pela
aluna de mestrado Fernanda Ferreira, em autoria com os doutorandos Rodrigo Iost
e Marccus Martins. De 23 a 27 de Setembro, a bela Florianópolis (SC) recebeu um
grande número de pessoas atuantes na área de Materiais, provenientes de
diversos estados brasileiros e de outros 25 países para participar do XI
Encontro da SBPMat no resort Costão do Santinho. A programação desta décima
primeira edição do evento seguiu o formato dos encontros anteriores, baseada em
simpósios temáticos. O conjunto dos 16 simpósios contemplou, neste ano, temas
como nanotecnologia para aplicações diversas, biomateriais, materiais para
eletrônica avançada e novidades em técnicas de fabricação e análise de desempenho
de materiais avançados. Entre apresentações orais, pôsteres e palestras
convidadas (invited lectures), os
simpósios reuniram 1.818 trabalhos. O evento contou também com seis palestras
plenárias de pesquisadores dos Estados Unidos (do MIT, NASA e Argonne National
Laboratory), França (do MINATEC micro and nanotechnologies innovation campus e
École des Mines) e Alemanha (Fraunhofer Institute).
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Capa do livro Nanoenergy, lançado na SBPMat 2012 |
Dentre os
palestrantes convidados, o Prof. Frank Crespilho abriu o simpósio temático em
Energia, no qual abordou a importância das Biocélulas a Combustível no cenário
atual em bioenergética. Também, o simpósio foi marcado pelo lançamento do livro
Nanoenergy, editado pelos professores
Dr. Flávio Souza e Dr. Edson Leite. Para o lançamento desta obra, o simpósio
também contou com a presença especial da Dra. Mayra Castro, editora da Springer-Verlag
(Alemanha). Nanoenergy traz uma série
de capítulos de pesquisadores brasileiros que trabalham com nanomateriais
aplicados na geração e conversão de energia. Maiores informações sobre o livro
podem ser obtidas no site da Editora Springer.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Blog de Bioeletroquímica é destaque em Ciência Web
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Blog de Bioeletroquímica é Destaque em Ciência Web. |
O site da Agência Ciência Web coloca em destaque a criação do Blog do Grupo de Bioeletroquímica.
A Agência CiênciaWeb é um orgão de fomento ao jornalismo científico regional que oferece notícias, reportagens, entrevistas, artigos sobre temas de ciência, tecnologia e inovação para veículos de imprensa do interior paulista. Com sede no Instituto de Estudos Avançados (IEA) – Polo São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), e sem fins lucrativos, a agência é mantida por meio de um convênio com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
terça-feira, 18 de setembro de 2012
1.000: Mais de Mil Acessos!
1000 Acessos !
Blog de divulgação científica do Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces já recebeu mais de 1.000 acessos. Parabéns aos alunos pelas atualizações e comprometimento em divulgar a ciência para a comunidade.
Conheçam quem são os alunos do Grupo.
Blog de divulgação científica do Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces já recebeu mais de 1.000 acessos. Parabéns aos alunos pelas atualizações e comprometimento em divulgar a ciência para a comunidade.
Conheçam quem são os alunos do Grupo.
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Fernanda, Mestrado. |
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Andressa, Mestrado. |
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Francisco, Doutorado. |
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Kamila, Mestrado. |
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Marccus, Doutorado. |
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Roberto, Doutorado. |
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Rodrigo, Doutorado. |
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Geisi, Mestrado. |
Germano, Mestrado |
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Vitor, Doutorado. |
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Wagner, Doutorado. |
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Nanossensores e doenças negligenciadas
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Professor Zucolotto durante a entrevista |
O Sem Censura recebeu o engenheiro da USP, Valtencir Zucolotto, para falar sobre dispositivos
nanotecnológicos que são usados no diagnóstico de doenças. Vale a pena conferir!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
1000 vezes mais eficientes na geração de hidrogênio
Nanomateriais podem ser 1000 vezes mais eficientes na geração de
hidrogênio a partir da luz solar
"O desenvolvimento
de novas estruturas na escala nanométrica que favoreçam a conversão de luz
solar em hidrogênio de maneira eficiente e com baixo impacto ambiental é ainda
um grande desafio dos próximos anos", relata o Físico e Doutor em
Engenharia de Materiais, Professor Flávio Souza, da Universidade Federal do
ABC.
Especialista
na área, o Professor Flávio ainda acrescenta: "Uma maneira elegante, prática e eficiente para produzir
o hidrogênio é utilizar a energia solar, por meio de um processo chamado de
foto-eletrólise. Neste caso, dois eletrodos são utilizados para quebrar a
molécula da água em moléculas de hidrogênio e oxigênio, com o auxílio da
energia solar. Em um trabalho publicado recentemente, mostramos uma
metodologia simples para produzir um tipo de nanomaterial a base de óxido ferro, que foi utilizado em um dos eletrodos (onde ocorre o desprendimento do
gás oxigênio) de uma célula de foto-eletrólise. Nós mostramos, pela primeira
vez, que o nosso material é 1000 vezes mais eficiente, comparado aos trabalhos até
então publicados com a mesma metodologia para a obtenção do nanomaterial. O bom desempenho foi atribuído às
nanoestruturas em formato de bastões, alinhadas lado à lado, intercaladas com
espaços vazios, como soldados durante uma apresentação de ordem unida. Isso favoreceu o aumento da absorção da luz
solar e o transporte eficiente das partículas (elétrons) geradas pela absorção
da luz. Além disso, esse tipo de arranjo proporciona grande área de contato com
a água, o que facilita as reações químicas na presença de luz."
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Fonte: http://www.downloadswallpapers.com |
O
aumento da demanda energética no mundo, aliada a urgente necessidade de reduzir
a emissão de poluentes, faz da busca por fontes alternativas de energia o
grande desafio da humanidade para as próximas décadas. Neste contexto, o hidrogênio
(H2) vem sendo apontado
por alguns especialista como o combustível do futuro, devido ao seu grande
potencial de aplicação, como em veículos automotivos, aquecimento domésticos,
aviões, entre outros. Segundo relata Dr. Souza para o nosso Blog, os
investimentos no desenvolvimento de metodologias e tecnologias para produzir
esse combustível de maneira sustentável e com baixo impacto ambiental tem
dobrado nos últimos anos. Um exemplo é a China que se tornou o maior investidor
no desenvolvimento de tecnologias para produção de energia alternativa, com
cerca de 47 bilhões de dólares, ultrapassando os EUA. Já o Brasil, fica na lista
em 10º lugar no mundo, como o país que mais investe em energias renováveis.
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Ilustração da absorção de luz pelos nano-bastonetes alinhados |
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Durante exercícios de ordem unida, os soldados ficam alinhados e perfeitamente espaçados. Fonte: Plano Brasil |
Para
baixar o artigo "Highly orientedhematite nanorods arrays for photoelectrochemical water splitting" de
autoria do aluno Vitor A. N. de Carvalho, é só entrar no site da revista Journal of Power Sources.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Pesquisadores usam Nanotubos de Óxido de Titânio e Imitam Clorofila
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Nanotubos Isolados |
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Quando em contato com citocromo c os nanotubos se organizam |
Para saber mais, entre no site da
RSC Advances, revista científica da Royal Society of Chemistry, em Photo-Induced Electron Transfer in Supramolecular Materials of Titania Nanostructures and Cytochrome c (DOI: 10.1039/c2ra20996a).
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Rato Ciborg: Cientistas da USP fazem rato gerar eletricidade.
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Biobateria (esquerda) implantada dentro da veia do rato |
Não é mais uma história de Super-Mouse. Os
alunos de Pós-Graduação Rodrigo Iost, Marccus Martins e Fernanda Ferreira do
Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces (IQSC-USP) criaram uma biobateria (Biocélula
a Combustível) capaz de gerar 100 microwatts de potência dentro da veia de um
rato. O combustível para a biocélula é a glicose, que está presente no sangue
do animal. A biobateria apresenta o novo recorde, dentre as apresentadas na literatura científica internacional. O motivo do sucesso desse novo dispositivo, que converte energia química em energia elétrica, está na maneira como as enzimas (catalisadores biológicos) estão presas em um dos polos da biobaterias. Para isso, os pesquisadores utilizaram nanopartículas e uma molécula conhecida
como vermelho neutro. Essa molécula já era conhecida por suas propriedades de corante
e pela sua aplicação em reações de polimerização. Esse trabalho é desenvolvido
em colaboração com a bióloga, Profa. Dra. Maria Camila Almeida, especialista em
cirurgias. Os pesquisadores acabaram de submeter o trabalho para publicação. Segundo um dos autores do trabalho, o Doutorando Rodrigo
Iost, biocélulas a combustíveis são dispositivos bioeletroquímicos que
convertem energia química em energia elétrica, onde enzimas e/ou
microorganismos são utilizados em bioânodos e biocátodos, catalisando a
oxidação de combustíveis (ex. glicose) e a redução de agentes oxidantes (ex.
O2), respectivamente. Ele ainda acrescenta: "A literatura aponta para que as
biocélulas enzimáticas sejam aplicadas como biobaterias implantáveis, ou melhor, um conversor de energia para marca-passos, bombas de
insulina, implantes neurais, bioestimuladores elétricos e liberação controlada
de fármacos. Em teoria, BCs de
glicose/O2 implantáveis são termodinamicamente atraentes, uma vez que podem
gerar uma diferença de potencial maior que 1,0V, além de que tanto a glicose
quanto o oxigênio molecular estão disponíveis em muitas regiões do organismo
humano. Por outro lado, as atuais biocélulas enzimáticas apresentam baixa
constante cinética de transferência de carga entre as enzimas e os eletrodos,
baixa densidade potencia e baixa estabilidade enzimática, o que limita a
aplicação. Os desafios para melhorar essas propriedades têm sido o estado-da-arte
no desenvolvimento de biocélulas, além da busca de novos procedimentos de
micromanipulação para miniaturização dos biodispositivos para implantes in
vivo. Esse é um dos focos do projeto de
doutorado que desenvolvo, visando o estudo e o desenvolvimento de biocélulas de
glicose/O2 miniaturizadas."
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Avanços, Tecnologia, Risco da Nanotecnologia aplicada à Saúde
A rede “NanoBiomed” é composta por vários centros de pesquisa do Brasil nas áreas de biotecnologia e medicina envolvendo a nanotecnologia. Por meio dessa integração busca-se inovações e bons resultados na recente área de nanomedicina, pouco estudada no Brasil. Dentro do projeto “Avanços, Tecnologia, Risco da Nanotecnologia aplicada à Saúde”, a rede tem o propósito de pesquisar aplicações na saúde humana e no meio ambiente, investigando os benefícios e riscos para ambos.

Para saber mais, acesse o site: Ciência Web
Caldo de Cana em Biocélulas
Em entrevista para revista FAPESP, falamos sobre a possibilidade em se utilizar o caldo de cana em Biocélulas a Combustível. Na instância, nosso Grupo estava localizado na UFABC, onde os projetos foram iniciados. O caldo de cana, companheiro de pastéis em feiras livres, é um forte candidato a produzir energia elétrica em uma pequena caixa plástica para funcionar como baterias de celulares, tocadores de MP3 ou mesmo notebooks.
Injeção de caldo de cana na biocélula
O dispositivo onde os açúcares da garapa agem como combustível, chamado de biocélula, é uma das promessas mais recentes no campo das fontes energéticas alternativas. Em 2007 a Sony mostrou um desses protótipos – existem vários no mundo – para suprir um pequeno tocador de música alimentado com glicose. Além dos açúcares, outros combustíveis podem ser utilizados como etanol, metanol e água de esgoto. Em relação ao caldo de cana, a primeira Biocélula está sendo desenvolvida no Laboratório de Bioeletroquímica e Interfaces (IQSC-USP). A produção de eletricidade a partir do caldo foi possível com a síntese de uma enzima em laboratório que potencializa a reação química responsável por converter o açúcar em eletricidade.
A corrida tecnológica atual é justamente aumentar a potência e o tempo de funcionamento desses equipamentos que já atingem mais de 10 horas. Outras vertentes dos estudos são a geração de energia a partir de esgotos ao retirar elétrons da matéria orgânica e a miniaturização que permitiria a instalação dessas células no próprio organismo humano. O combustível, no caso, em vez do caldo de cana, poderia ser a própria glicose do sangue. “Um dos desafios atuais em relação às biocélulas a combustível é trazê-las para microchips, fazer uma microbiocélula ou nanobiocélula implantável para funcionar como uma bateria de marca-passo, para liberar medicamentos no organismo ou para detectar níveis de glicose”.
Veja também a matéria completa em: REVISTA PESQUISA FAPESP
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Aluna de Mestrado, Fernanda Ferreira, Recebe Prêmio de Nanotecnologia
As belas cidades de Luís Correia e Parnaíba no litoral do Piauí, foram palco para dois grandes eventos científicos de caráter nacional, o "III Workshop da Rede Nanobiomed" e o "I Simpósio de Nanotecnologia do Nordeste". Estes encontros foram destinados a estudantes, pesquisadores e profissionais atuantes ou interessados em nanobiotecnologia nos seus mais variados aspectos. O Evento marcou o terceiro encontro da Rede de Nanobiomedicina da CAPES, sendo a primeira vez que ocorreu fora do Estado de São Paulo, no período de 02 a 07 de Junho de 2012 em nossa região.
Na cerimônia de abertura, ainda na noite do dia 02/06, os participantes tiveram a honra de receber o representante do Ciências Sem Fronteiras do CNPq, maior programa da história do Governo Federal que envolve a capacitação de profissionais no exterior.
Além da brilhante palestra ministrada pelo Dr. Valtencir Zucolotto sobre os avanços e desafios da Nanomedicina, o primeiro dia do Simpósio de Nanotecnologia do Nordeste, dia 06 de junho, foi marcado também pelas apresentações dos professores Dr. Frank Crespilho e Dr. Giovanny Rebouças Pinto. Ambos elogiaram a iniciativa da realização do I Simpósio de Nanotecnologia do Nordeste e falaram da importância do trabalho de pesquisa na região.
A premiação da sessão de painéis contou com a presença do colaborador do Biotec, Dr. Josué de Moraes (Butantan e Vigilância Sanitária de SP), na foto entrega menção honrosa à aluna de mestrado Fernanda, aluna da UFABC, que obteve premiação com o trabalho envolvendo "Biossensores para detecção de glicose em sistemas de mamíferos".
Sobre o seu trabalho, a aluna Fernanda explica: "A miniaturização de
dispositivos eletrônicos possibilita a detecção de substâncias
com muita eficiência. Também, o desenvolvimento de novas técnicas de
manipulação e fabricação de eletrodos em dispositivos eletroquímicos, com
plataformas cada vez mais sensíveis e seletivas, permite aplicações em biossensores
amperométricos, biochips implantáveis e eletrodos em biocélulas a combustível.
Diferentemente das convencionais células a combustível que atuam com catalisadores
metálicos, as biocélulas a combustível empregam biocatalizadores (enzimas ou
microorganismos) para acelerar a conversão de energia química em elétrica. Por exemplo, o uso de combustíveis renováveis como glicose vem sendo amplamente aplicados em biocélulas.
Uma grande vantagem desse combustível é que ele é facilmente encontrado no
sangue de organismos vivos. Geralmente a concentração de glicose no sangue está
no intervalo de 3 a 8 mmol L-1 e o gás oxigênio em aproximadamente
45 µmol L-1. Isso possibilita o desenvolvimento de biocélulas a combustível de glicose/O2
para implantáveis. Nesse trabalho, eu apresentei o funcionamento de uma biocélula a combustível de glicose/O2
implantada por via intravenosa em um rato vivo, com auxílio de um cateter. Também, mostrei novos caminhos para
melhoria de sistemas bio-integrados em eletroquímica, apresentando a
possibilidade para explorar novos componentes de eletrodos para maximizar a
eficiência dos dispositivos implantáveis. "
Para saber mais, vejam as notícias que saíram sobre esse tema no nosso Blog e também em:
O Piauí foi palco do maior evento de Nanobiotecnologia do País
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Eletrônica Orgânica no Brasil: INEO
A eletrônica orgânica, apesar de recente, tem mostrado um grande potencial científico e tecnológico em novos dispositivos, com destaque para a eletrônica flexível, a tecnologia de displays e de células solares e o desenvolvimento de novos sensores e biossensores.
A missão deste Instituto engloba, portanto, o desenvolvimento de ciência e tecnologia em eletrônica orgânica, a difusão do seu conhecimento e do seu potencial científico e tecnológico, bem como a busca de colaborações sinérgicas com os setores industriais afins. O INEO está concentrado em pesquisas envolvendo diferentes classes de materiais orgânicos, foto- e/ou eletroativos, nas áreas de síntese orgânica, estudo de propriedades estruturais, ópticas e elétricas, teoria de transporte em dispositivos e em estrutura eletrônica em nível molecular, processamento e possíveis aplicações dos dispositivos.
Para saber mais sobre o INEO, entre no site oficial!
quarta-feira, 11 de julho de 2012
O-Pesquisador
Por Vítor Alexandre Nunes de Carvalho, aluno
de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Química do Instituto de Química de
São Carlos (IQSC-USP).
Segundo a “Teoria do Big Bang”, o Universo
surgiu por uma grande explosão. Mas como se originou vida no
planeta Terra?
Há muito tempo,
a ciência tenta explicar a origem da vida em nosso planeta. Os primeiros
cientistas e filósofos acreditavam que a vida surgiu da matéria inanimada e/ou
em estado de putrefação, por meio da geração espontânea. Com a evolução da
ciência, esta abordagem foi desconsiderada, pois em 1953 o clássico experimento
de Miller confirmou a formação dos aminoácidos glicina, α-alanina, β-alanina,
ácido aspártico e α-amino-n-butírico a partir de reações químicas entre
moléculas de CH4, H2, NH3 e H2O, em um sistema que simulava as condições existentes na
Terra primitiva.
O trabalho de
Miller resultou na primeira evidência experimental de que a vida poderia surgir
a partir de reações químicas entre moléculas como CO, CH4, H2,
NH3, H2S, H2O, entre outras, que originam
moléculas mais complexas, por exemplo, aminoácidos, lipídios e ácidos
nucléicos. A teoria da origem vida, com base no experimento de Miller, não
considera a interface envolvendo a superfície sólida das rochas. Neste
contexto, o trabalho que está sendo desenvolvido durante o doutorado visa
avaliar a formação de aminoácidos na superfície de materiais com composição
similar à das rochas da Terra primitiva. Esse estudo será realizado utilizando
técnicas eletroquímicas que poderão contribuir significativamente para
consolidar as teorias sobre a origem da vida, além de fornecer informações
específicas sobre a formação de moléculas orgânicas nas condições pré-bióticas.
Ver
também:
- S. L. Miller, Science, 1953, 117, 528-529.
- M. Bernstein, Phil. Trans. R. Soc. B, 2006, 361, 1689-1702.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Controle Magnético de Micropartícula
Como manipular a matéria? Talvez utilizando campo magnético!
Os alunos de Doutorado Vitor e Antônio Francisco mostram como controlar uma única partícula magnética (200 micrômetros, mm) em uma gota de água ( v = 20mL). Este trabalho tem a finalidade de utilizar uma única partícula como sonda e diagnosticar possíveis doenças em um ser vivo.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
“III Workshop da Rede Nanobiomed” e “I Simpósio de Nanotecnologia do Nordeste”.
A bela cidade de Luiz Correia/PI receberá este grande evento científico de caráter nacional, o “III Workshop da Rede Nanobiomed” e o “I Simpósio de Nanotecnologia do Nordeste”. Este encontro é destinado a estudantes, pesquisadores e profissionais atuantes ou interessados em nanobiotecnologia nos seus mais variados aspectos. O Evento marcará o terceiro encontro da Rede de Nanobiomedicina da CAPES, sendo a primeira vez que ocorrerá fora do Estado de São Paulo, no período de 02 a 07 de Junho de 2012.
O Evento está sendo organizado
pelo Biotec, Programa de Mestrado em Biotecnologia, PPGBiotec e pela Rede
Nanobiomed CAPES. Como apoio ao evento ainda temos a empresa Pesquisa Piauí e o
Instituto Domingos Batista (IDB).
quarta-feira, 11 de abril de 2012
O-Pesquisador - Roberto Luz
Na serie O-Pesquisador de hoje, Roberto Luz, Químico formado pela UFPI, Mestre em Química e Doutorando do Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces falará sobre seu projeto de Doutorado, intitulado Estudo Eletroquímico da Interação entre Enzimas e Nanopartículas
para Aplicação em Biodispositivos. Mas afinal Roberto, o que realmente você faz ?
" No
final do século XX, a síntese e manipulação de materiais em escala nanométrica
(10-9 metros) ganhou significativa importância na consolidação de
novas áreas de pesquisa. O interesse científico nos nanomateriais se deve, em
grande parte, a mudança nas características físicas e químicas que esses
materiais apresentam em escala de tamanho reduzida. Atualmente, a combinação de
materiais nanoestruturados com moléculas biológicas, principalmente em sistemas
enzimáticos, tem possibilitado o desenvolvimento de dispositivos capazes de
converter energia química (armazenada em combustíveis orgânicos) em energia
elétrica, como é o caso das biocélulas a combustível. Também, tal combinação
pode ser usada para detectar substâncias específicas, como nos biossensores.
Nanocápsulas de carbono com 40 nm de diâmetro são utilizadas para observar o transporte direto de elétrons entre o cofator enzimático e um eletrodo sólido. Resultados obtidos no Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces - USP e publicados na JNN: Flexible Carbon Cloth Electrode Modified by Hollow Core-Mesoporous Shell Carbon as a Novel Efficient Bio-Anode for Biofuel Cell. Journal of Nanoscience and Nanotechnology , v. 12, p. 356-360, 2012.
Para
esse último, a função da enzima é proporcionar seletividade devido sua
afinidade biológica para uma molécula de substrato especial, enquanto os
nanomateriais (como nanopartículas metálicas, nanotubos e nanocápsulas de
carbono) são utilizados com o intuito de preservar a atividade eletrocatalítica
da enzima e facilitar os processos de transferência de carga. Neste sentido, em
meu projeto de doutorado, eletrodos constituídos por enzimas e nanopartículas
metálicas são fabricados e estudados por técnicas eletroquímicas visando
compreender e elucidar os mecanismos de transporte e transferência de carga
entre os cofatores enzimáticos e as superfícies nanoestruturadas. Pretende-se,
ainda, compreender a influência das nanopartículas metálicas nas propriedades bioeletrocatalíticas
das enzimas e aplicar os eletrodos no desenvolvimento de biossensores e
biocélulas a combustível."
Roberto A. S. Luz
Livro sobre bioeletroquímica e nanociência será lançado pela Springer
Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces: Novo livro editado pela Springer trata sobre temas de fronteira, como o uso de materiais biológicos e nanoestruturas para aplicação em eletroquímica. Para saber mais entre no site da Amazon.com
sexta-feira, 23 de março de 2012
Biocélulas a Combustível
A procura por
novas fontes de energia elétrica vem da necessidade de suprir a demanda que com
o passar dos anos se torna cada vez maior na sociedade moderna. A energia
produzida a partir de combustíveis fósseis, como o petróleo e gases naturais, não
são renováveis. No entanto, elas são as mais comuns e são consideradas a chave
para o progresso contínuo da população. Com o aumento crescente da demanda
energética, torna-se grande a preocupação da humanidade na busca por fontes
renováveis e que, ao mesmo tempo, não prejudiquem o meio ambiente. Nos últimos
quarenta anos, as células a combustíveis foram consideradas uma tecnologia
alternativa na produção de energia limpa. Esses dispositivos eletroquímicos são
utilizados para a produção de energia elétrica a partir de reações químicas que
ocorrem em um compartimento denominado de cela ou célula eletroquímica. No
entanto, recentes estudos têm demonstrado a utilização de compostos biológicos
em células a combustível, gerando uma nova classe de dispositivo denominada biocélulas
a combustível.
O estudo de
reações que ocorrem em sistemas biológicos ganharam atenção especial por volta
do ano de 1780 quando o cientista Luigi Galvani demonstrou que as pernas de uma
rã contraiam com a aplicação de uma energia elétrica oriunda de um gerador de
eletricidade estática. Esse experimento pioneiro mostrava a potencialidade na integração
eletricidade - organismos biológicos. As biocélulas a combustíveis (do inglês biofuel cells) utilizam componentes de
origem biológica para a produção de energia elétrica. Assim, as biocélulas a
combustíveis são subdivididas em duas classes: as biocélulas a combustíveis
enzimáticas e as biocélulas a combustíveis microbiológicas. Como o próprio nome
sugere, as biocélulas a combustíveis enzimáticas utilizam as enzimas que são
catalisadores biológicos para a produção de energia utilizando um substrato
(combustível, por exemplo glicose) como reagente específico para tal. Por outro
lado, as biocélulas a combustíveis microbiológicas utilizam microorganismos
como leveduras, bactérias e outros microrganismos. Apesar de esses sistemas
eletroquímicos utilizarem combustíveis renováveis para a produção de energia
elétrica (como por exemplo, a molécula de glicose), a potência produzida ainda é
muito baixa comparativamente a potência gerada por células a combustíveis
convencionais, o que as torna necessário muita pesquisa nos dias de hoje para
fins práticos.
Biocélula de Glicose/Ar desenvolvida no Laboratório de Bioeletroquímica
Com a
nanociência e nanotecnologia, o maior desafio está na procura por novos
materiais aplicáveis em biocélulas a combustíveis para um maior aproveitamento
da energia produzida por esses sistemas, os quais estão sendo constantemente
estudados nos últimos anos, inclusive pelo nosso grupo de pesquisa. Isso se
deve ao fato de que a energia originada em biocélulas a combustíveis podem ser
maximizadas, aumentando assim sua capacidade em produzir maiores quantidades de
energia. Assim, o Grupo de Bioeletroquímica da USP, sob coordenação do Prof. Dr. Frank Nelson Crespilho,
tem estudado a construção de sistemas biomiméticos aplicados a reações de oxidação
e redução similares as enzimas. Enzimas artificiais são produzidas a partir de nanopartículas
híbridas (orgânicas/inorgânicas) e aplicadas em protótipos para a geração de
energia, simulando processos biológicos naturais.
Biomimética é a ciência que estuda e imita os métodos,
mecanismos e os processos que ocorrem naturalmente. No caso de sistemas
enzimáticos naturais, o desenvolvimento de (nano)estruturas biomiméticas capaz
de imitar as propriedades funcionais da biomoléculas continua a ser um desafio para os
pesquisadores. Muitos estudos envolvendo enzimas naturais reportam uma
excelente sensibilidade e alta seletividade frente a seus substratos
específicos. Porém, a estabilidade e condições do meio do qual as enzimas são
inseridas em uma biocélula a combustível são prejudicadas, inviabilizando a
exploração da perfomance catalítica dos seus cofatores redox. Em virtude desses
e de outros problemas, a produção de enzimas
sintéticas torna-se uma estratégia inerentemente atraente por apresentar
vantagens, como baixo custo de obtenção, elevada atividade redox em eletrólitos
não naturais, entre outras. Recentemente, nosso grupo publicou um artigo na
revista Electrochemistry Communication
mostrando a potencialidade de aplicação de um sistema biomimético em cátodos de
biocélulas a combustível. Nesse trabalho, mostrou-se a alta atividade
catalítica para reduzir peróxido de hidrogênio, utilizando uma enzima
artificial. Esta enzima foi sintetizada a partir de um nanocompósito
constituído por nanoestruturas de óxi-hidróxidos de ferro (III) e o polímero
polidialidimetilamônio.
Além do
desenvolvimento de sistemas biomiméticos, nosso Grupo também tem direcionado
seus trabalhos em estudos eletroquímicos de interação entre enzimas e
nanopartículas metálicas e de óxidos magnéticos, visando a criação de uma
interface eletroativa entre cofatores enzimáticos e superfícies eletródicas
aplicáveis em biocélulas combustíveis, onde processos de transporte e
transferência de carga podem ser maximizados, possibilitando uma maior obtenção
de eletricidade.
Nosso Grupo
também tem desenvolvido vários protótipos de biocélulas a combustível. Estas
possuem um formato retangular visando um maior controle do volume do
compartimento e pode funcionar como uma bio-bateria, na presença e na ausência
de uma membrana trocadora de prótons, permitindo uma análise mais detalhada dos
processos eletroquímicos envolvidos na geração de energia. Um novo protótipo de
tamanho menor e com capacidade de ser implantado para análise in vivo está fase de desenvolvimento.
Pesquisadores
envolvidos:
1) Prof. Dr. Frank Nelson Crespilho
(Coordenador).
2) Rodrigo M. Iost. Bolsista: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de
São Paulo.
4) Roberto Aves de Sousa Luz. Bolsista:
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.
5) Marccus Victor Almeida Martins. . Bolsista: Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Publicação:
Martins, Marccus Victor Almeida; Bonfim, Clarissa; Silva,
Welter Cantanhêde; Crespilho, Frank Nelson. Iron (III) nanocomposites for enzyme-less biomimetic
cathode: A promising material for use in biofuel cells. Electrochemistry
Communications, v. 12, p. 1509-1512, 2010.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Criado o novo Blog voltado a divulgação científica
Ciência e tecnologia a serviço da sociedade. Esse é novo Blog voltado a divulgação científica.
Laboratório de BioEletroquímica da Universidade de São Paulo (USP).
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