Blog voltado para a divulgação científica e administrado pelos alunos do Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces do IQSC-USP.Site Oficial do Grupo de Bioeletroquímica: http://bioelectrochemistry.iqsc.usp.br
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Pesquisas
apontam que partículas de óxido de ferro com propriedades ferromagnéticas possuem um
grande potencial no tratamento de várias doenças, como o câncer. Com auxílio de
um campo magnético, essas partículas podem ser direcionadas para uma região afetada
do corpo humano e, em seguida, uma quantidade de fármacos é liberada, tendo como
alvo a grande maioria das células cancerígenas. Comparado aos tratamentos
convencionais, os efeitos colaterais são reduzidos significativamente quando o
tratamento é empregado somente em uma região específica do corpo. Um aspecto interessante é a possibilidade de se empregar uma única partícula revestida
com fármacos que atinjam somente as células cancerígenas, garantindo mais eficiência
no tratamento.
Visualização microscópica de uma micropartícula direcionada por ação de um campo magnético para dois estados, em cima da gota (off) e para baixo da gota (on).
Entretanto, a manipulação de partículas individuais,
principalmente quando estas são empregadas em escalas reduzidas, ainda é um
grande desafio para a ciência. Recentemente, os alunos de Doutorado Vitor
Nunes, Kamila Pagnocelli e Francisco Arcanjo, do grupo de BioEletroquímica e
Interfaces, deram uma grande
contribuição nessa área, pois demonstraram a micromanipulação de uma única partícula magnética de 120 µm, tamanho
significativamente menor que a espessura dos vasos sanguíneos.Neste estudo, eles mostraram as propriedades eletroquímicas
da micropartícula revestida com azul da Prússia por técnicas eletroquímicas
convencionais. Utilizando processos de micromanipulação, uma única partícula foi
isolada e manipulada em uma gota de líquido.
O Instituto Nacional de Ciência e
Tecnologia em Eletrônica Orgânica (INEO) realiza entre os dias 25 e 28 de
março, em Nazaré Paulista (SP), a quinta edição de seu workshop anual.
Entre os temas que serão
abordados nos três dias estão dispositivos e aplicações em eletrônica orgânica,
avanços em pesquisas teóricas, espectroscopia em sistemas orgânicos e
processamento de dispositivos, e microscopia, metrologia e síntese.
O evento terá ainda uma mesa
redonda no dia 26 com discussões sobre projetos em eletrônica orgânica
desenvolvidos por empresas. Estarão presentes representantes da CSEM Brasil,
Flextronics Instituto de Tecnologia (FIT), Instituto de Pesquisas Eldorado,
Instituto Fraunhofer e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (Capes).
Nos dias 25 e 26, também haverá
duas sessões com apresentação de pôsteres dos pesquisadores. Ao todo, serão
exibidos 129 pôsteres, número bem superior a 2012, quando foram apresentados 71
pôsteres.
Os usuários de marca-passo precisam ao longo de cinco a oito anos passar por uma pequena cirurgia para substituir a bateria do aparelho. Para manter o dispositivo implantado sem necessidade dessa troca, alguns grupos de pesquisa no mundo estão trabalhando para desenvolver microbiobaterias que convertem a energia química em elétrica no interior de vasos sanguíneos, utilizando biocatalisadores (enzimas ou microrganismos) para acelerar as reações químicas e gerar corrente elétrica. Um dos projetos mais promissores está sendo desenvolvido pela equipe do do Grupo de Bioeletroquímica e Interfaces do Instituto de Química de São Carlos (IQ-SC), da Universidade de São Paulo (USP). Veja a matéria completa no site da Revista Pesquisa FAPESP.
Já está no ar o Blog da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP. Esta nova ferramenta tem como objetivo ampliar a comunicação da área com a sociedade e a comunidade USP que já se realiza pela página da PRP.
No Blog, o leitor terá acesso a notícias, eventos, oportunidades de pesquisa e intercâmbio, além das mensagens de professores da USP e convidados.
Os grupos de pesquisa que se interessarem poderão encaminhar as informações pelo endereço:blog.prp@usp.br
Olimpíadas USP do Conhecimento que tem a participação de alunos de graduação e de pós exigia uma forma de comunicação utilizada pelos jovens. Assim, também foram criadas duas páginas no Facebook.
OBJETIVO Trata-se de uma competição de natureza técnico-científica entre equipes de alunos (de graduação e de pós-graduação) e professores. O programa procura estimular o aprendizado prático, exigindo a cooperação entre os membros das equipes, visando a solucionar um problema técnico-científico. Assim, associa a exigência de excelência técnico-científica com a atividade formativa em ambiente de cooperação.
PRAZOS Lançamento da Chamada Pública: 25/2/2013
FASE 1: Idealização das propostas: Período de submissão no Sistema ATENA: 04/03 a 12/04/2013 Julgamento das propostas: até 06/05/2013 Divulgação do resultado da FASE 1: a partir de 07/05/2013.
FASE 2: Execução das propostas: Período de desenvolvimento de 07/05 a 30/08/2013. Data da competição final para apresentação da atividade: setembro de 2013.
Prazo de Execução do Projeto A execução do projeto/produto final deverá ser em 4 (quatro) meses: maio a agosto de 2013
Reações oscilatórias são aquelas em que a
quantidade de algumas moléculas participantes oscila entre valores altos e
baixos, repetidas vezes. Há diversos exemplos de sistemas assim, como a reação
de Belousov-Zhabotinsky em que a alteração de concentrações está associada
também a alteração da cor da solução (veja o filme abaixo), e o “coração de mercúrio” no qual a
passagem de uma corrente elétrica faz com que uma pequena gota de mercúrio
pulse ritmicamente. Em particular, existem reações que acontecem numa superfície
metálica que funciona como catalisador, e fica recoberta alternadamente por 2 ou
mais tipos de moléculas e a respeito delas conversaremos hoje.
Para entender esse tipo de sistema,
façamos uma analogia com um estudante que vai andar de bicicleta. O ciclista
imprime certa força no pedal através da musculatura da perna e faz com que o
eixo realize uma volta completa e então outra e outra. Se medíssemos a altura
do pedal ao longo do tempo, veríamos em seu valor máximo, então decrescendo até
a posição mais baixa e agora subindo para retornar à posição original. E assim
por diante. Analogamente ao caso citado, em um sistema eletroquímico oscilatório, a concentração
das espécies na superfície do catalisador varia entre valores máximos e mínimos
e a corrente aplicada corresponde à força que move o sistema dessa forma. Na prática, no entanto, o trem que
chega não é o mesmo trem da partida, e uma característica importante desses
sistemas oscilatórios é o valor em torno do qual as oscilações se desenvolvem
muda lentamente com o passar do tempo. Especificamente em termos do sistema
eletroquímico estudado, observa-se um acúmulo de moléculas na superfície do
catalisador, até que o metal atinja um potencial alto o suficiente onde as oscilações
cessam. É a mesma coisa que o aluno, junto com o acúmulo de ácido lático, fosse
ficando cansado e dolorido e pedalando cada vez mais devagar até parar.
"O trem que chega não é o mesmo trem da partida"
Os alunos Graziela Ferreira e Bruno Batista, do Instituto de Química de São
Carlos da USP, trabalham sob orientação do Professor Hamilton Varela com essas curiosas
reações, onde o efeito exercido por uma perturbação química no ritmo natural do
oscilador é avaliado. Segundo Graziela Ferreira, os principais efeitos provocados pela perturbação são a diminuição da
velocidade das oscilações, diminuição do tempo de oscilação e aumento da taxa
de acúmulo de espécies na superfície do catalisador. O envenenamento da superfície
seria o equivalente ao acúmulo de ácido lático no estudante, o qual daria inicio
à pedalada já fatigado, fazendo-o percorrer um percurso total menor numa velocidade
menor. Ela ainda acrescenta: "Além dos resultados específicos, este estudo
revela o potencial da utilização de sistemas químicos relativamente simples
como análogos a sistemas mais complicados e menos acessíveis, como os
biológicos."